TEXTO DO TRABALHO: MINHAS PERCEPÇÕES PESSOAIS EM RELAÇÃO À ARTE
Disciplina: Estética da Arte Contemporânea
Indo de acordo com os conceitos de estética e arte vistos em aula, e dentro das minhas percepções pessoais em relação à arte, posso dizer que a arte para mim é a marca da história e na história, em que há os conjuntos de aspectos afetivos e subjetivos que carregamos no nosso repertório e nas nossas experiências, na qual, a independência, a liberdade, a paz e a esperança expandem a nossa criatividade fazendo com que sejamos vistos e ouvidos. Portanto, as minhas referências artísticas são três mulheres importantes que contribuíram para a arte (no audiovisual e na escrita), na qual contemplo e me inspiro fortemente em suas obras. Elas abrangem todo o tipo de experiência da vida, todos os sentimentos possíveis foram eternizados em suas obras. Elas são mulheres fortes que lutaram muito para que sua arte se eternizasse nesse mundo. Elas trouxeram para mim em cada fase da minha vida mais aconchego, identificação e repertório no meu processo criativo, pois tendo a percepção de suas obras, fizeram com que eu expressasse melhor as minhas ideias e emoções em todos os âmbitos da minha vida, principalmente na escrita.
Para começar, a minha primeira referência artística é a cantora, compositora, atriz, diretora e roteirista, Taylor Swift. Desde que comecei a acompanhá-la em meados de 2011-2012, suas obras me ajudaram em diversos âmbitos, tanto no emocional quanto no pessoal, e posso dizer que cada música marcou momentos específicos da minha vida, e em alguns que eu precisava de ajuda, suas músicas estavam lá para me abraçar, e até hoje é assim. Suas canções carregam sentimentos profundos que foram experiências que ela mesma vivenciou, mostrando assim um lado mais humano fazendo com que quem a escuta, sinta-se representado. E quando preciso me inspirar para a minha escrita, eu recorro as suas músicas, é como se eu estivesse diante de um espelho e me vejo nelas. Contemplar a sua obra, é como se eu não me sentisse sozinha, um exemplo disso é quando escuto a sua canção “this is me trying” (essa sou eu tentando, em português) do álbum folklore lançado em 2020, na qual ela descreve a dificuldade de se manter estável mentalmente (“They told me all of my cages were mental / So I got wasted like all my potential”; tradução: “Eles me disseram que todas as minhas jaulas eram mentais / Então eu me perdi, assim como todo o meu potencial”), a dificuldade de se adaptar às mudanças, e que é importante assumir suas falhas, e ter esforço para consertar as coisas, uma parte importante na música é o seguinte no trecho, na qual ela descreve perfeitamente a sensação de estar no fundo do poço e ninguém desconfiar: “And it's hard to be at a party when I feel like an open wound / It's hard to be anywhere these days when all I want is you / You're a flashback in a film reel on the one screen in my town / And I just wanted you to know that this is me trying / (And maybe I don't quite know what to say) / I just wanted you to know that this is me trying / At least I'm trying.” (Tradução: “E é difícil estar em uma festa quando me sinto como uma ferida aberta / É difícil estar em qualquer lugar hoje em dia quando tudo que eu quero é você / Você é um flashback em um rolo de filme em uma tela na minha cidade / E eu só queria que você soubesse que essa sou eu tentando / (E talvez eu não saiba o que dizer) / Eu só queria que você soubesse que essa sou eu tentando / Pelo menos estou tentando”). Portanto, saber que posso ter sua obra para contemplar depois de ter um dia feliz ou triste, me traz uma paz de espírito.
A minha segunda referência artística é a escritora e poetisa norte-americana Louisa May Alcott (1832-1888), conhecida por sua obra Mulherzinhas de 1868 que conta a história das quatro irmãs March que cresceram na época da Guerra Civil Americana, pode-se dizer que é um romance autobiográfico, porque, Louisa (Jo) se inspirou na sua vivencia com suas três irmãs: Anna (Meg), Elizabeth (Beth) e Abby May (Amy). Ela e sua família passavam por dificuldades financeiras, portanto, precisou trabalhar desde criança para ajudar em casa, e nesse mesmo período, ela se dedicou a escrita, na qual vendia suas obras para completar a renda. Suas obras eram totalmente a frente de seu tempo, ela criticava a situação do país, escreveu histórias sensacionalistas sob pseudónimos (até porque nos meados de 1800, existia um preconceito de uma mulher ser escritora), na qual as suas protagonistas eram determinadas nos seus objetivos. Tem uma frase de Louisa, que diz o seguinte: “I’ve had lots of troubles, so I write jolly tales.” (Tradução: “Eu tive muitos problemas, então escrevo contos alegres.”), é basicamente como realmente me sinto na arte, é como se ela fosse um escapismo para mim. Quando escrevo meus poemas (e o meu livro), com a base no que eu vi, vivi e ouvi, é como se a minha alma pudesse voar através da realidade e ser mais feliz. Em seu livro Mulherzinhas, Alcott tem uma personagem chamada Josephine (Jo) March, é uma menina que luta pela sua independência e que quer viver da sua escrita, mas sem esquecer a sua verdadeira essência, ela tem um temperamento forte, é sonhadora, forte, destemida e idealista; eu me identifico nela, porque eu sou assim. Quando li esse livro pela primeira vez, não existia mais nada no mundo para mim, apenas eu e esse universo, portanto, tenho um certo apego tanto com os personagens, quanto à escrita de Louisa, ela me remete um aspecto afetivo e familiar, então ler a sua obra me fez a ter como uma referência artística, é como se sentir em casa depois de um dia corrido.
Por último, a minha terceira referência artística é a poetisa americana Emily Dickinson que viveu de 1830 a 1886. Ela tinha vida reclusa e nunca se casou. Suas obras publicadas em vida foram apenas 10, muitos de forma anônima, e ela tinha quase 2.000 poemas escritos. Muitos dos poemas publicados foram editados para se adequarem às regras da época. Sua temática era sobre morte e imortalidade, citando a espiritualidade, a solidão que pode ser serena ou desesperada, a natureza, a sociedade e a estética. Apenas depois de sua morte que todos os seus poemas se tornaram públicos, porque foram encontrados por sua irmã Lavínia, e então a primeira coleção foi publicada em 1890, e que mesmo assim foram editados para serem publicados, principalmente as dedicatórias feitas para Susan Gilbert. Apenas em 1955 foi publicada a coleção completa de seus poemas sem alterações. A poesia de Emily me faz refletir muito sobre o futuro justamente por ter essa carga de subjetividade, afinal acredito muito do que tudo o que fazemos em vida e colocamos essas experiências principalmente na arte, faz com que deixemos nossa marca no mundo e automaticamente nos eternizando de uma forma autêntica. Em meus poemas gosto de carregar essa temática de imortalidade e solidão justamente por serem o que mais preocupam. Sonho em que a minha arte, a minha escrita torna-se eterna, e que as pessoas possam olhar para elas de forma que a contemplem e que toquem em seu coração, até porque, não escrevo apenas para mim, e sim para quem me inspirou nos poemas, para quem esteve ao meu lado nos momentos felizes e difíceis, e também para as pessoas que futuramente possam se identificar lendo eles. Portanto para finalizar, não posso deixar de citar uma frase de um filme que eu gosto muito, é Gladiador do Ridley Scott que recai basicamente no que elenquei nesse parágrafo: “O que fazemos na vida, ecoa na eternidade. ”